O engano da neblina cinza,
Pairando uma névoa,
O espaço diluído deste ritmo
Enterrado, a completa ausência
De vento pelos corredores.
Num redemunho de terra seca
O corpo encolhido se nutria
Da dor de sua presença.
Há uma força entre
As infinitudes da matéria
Que retorna à transformação
Cada detalhe impossível.
Meus olhos cheios de poeira,
Os dedos esticados
Dentro da cabana invisível
Para acender uma vela.
o movimento do entre pelo tempo e pelo espaço, onde cada palavra é figura esburacada, e o rosto de ninguém expande ao infinito.
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sábado, 17 de dezembro de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
A janela
A
sensação de observar a janela do trem que percorre caminhos desconhecidos já
assimilados em memórias dessas luas revoltas é como a imagem que tenho de um
corpo que talvez seja o meu correndo pela natureza aberta de nenhum lugar, a
pele debaixo do sol e o suor escorrendo pelas costas em contraste com o vento
em movimento, rindo ou chorando até o desaparecimento do corpo, que aqui
sentado perante a confusão absoluta de um instante sublima-se ao etéreo,
engole-se a si mesmo numa lágrima seca que transformou a luz, o medo, a viagem,
o tempo e a proximidade.
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